sexta-feira, 27 de junho de 2008

Punisher Max

Acabei de ler o arco "Widowmaker" de Punisher (linha Max). No Brasil, Punisher está sendo publicado no mix "Marvel Max" da Panini. Ainda estão no arco de Barracuda, alguns números anteriores ao que mencionei.
Mas esses são detalhes que não interessam...
O que interessa é que Garth Ennis está deixando o título. Há quem ame, quem odeie e quem não dá a mínima para o trabalho dele. Na minha humilde opinião, Ennis está entre os grandes roteiristas de quadrinhos da atualidade. Não sei exatamente quais são suas posições políticas nem suas preferências. O que sei é que ele sabe contar uma história e que sou fã de seu trabalho desde Preacher. É uma pena que ele esteja deixando Punisher. Ele revitalizou o personagem. Seguindo o padrão da Marvel, é capaz que Punisher acabe nas mãos de algum escritor medíocre (ainda não engoli a troca de Millar por Loeb no Ultimates).
Ennis assumiu o título quando ele ainda fazia parte da linha "Marvel Knights". Quando a Marvel consolidou sua linha adulta (Max), Punisher migrou para o novo selo, ainda escrito por Garth Ennis. Alguns fãs e críticos esperavam que, com a liberdade que uma linha adulta, no estilo Vertigo, garante, Garth Ennis retomaria seus áureos tempos de Preacher.
Não sei dizer bem o que esperavam.
O que vi de Punisher Max é muito bem escrito. O humor negro diminuiu, dando mais espaço à ultra-violência e dramas pungentes. Steve Dillon não desenha mais, mas os artistas que o substituíram não fizeram feio.
Minha intenção com este post é apenas defender uma obra bem trabalhada. Não, não é uma obra-prima, mas não é a merda que já vi rotularem por ai.

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